Crise Econômica ou Nova Economia

Imagem cortesia de GuiC! via Flickr

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Guest Post do João Guilherme Lacerda, da ONG carioca Transporte Ativo.  Confira:

A produção industrial inglesa criou uma nova ordem mundial. Eram as fábricas e a fumaça que representavam o novo, a riqueza, a expansão comercial. Durante todo o século XIX e grande parte o século XX a visão predominante era de que só havia progresso possível através da produção de artigos industrializados. Máquinas pesadas, demanda crescente por energia.

O século XXI começou em meio a formação de um novo paradigma. Ao invés de uma linha de montagem, o melhor para a economia é uma teia de muitas conexões e diversos valores. Fritjof Capra escreveu “A Teia da Vida” e aparentemente até os jornalistas do semanário inglês “The Economist” já estão fluentes nos ensinamentos do grande filósofo da sustentabilidade que Capra é.

Uma recente edição da revista inglesa falou sobre o colapso das manufaturas. No entanto, não é preciso ter lido o artigo para saber dos contornos da crise mundial e principalmente dos problemas nas fábricas. Pátios lotados de automóveis fábricados e que não conseguem ser vendidos, o temor de falência da General Motors nos Estados Unidos. Demissões em massa na Embraer no Brasil.

Em nome da suposta preservação de milhões de empregos e da sobrevivência da economia mundial, as industrias demandam aporte cada vez maiores dos governos. A GM já recebeu mais de 13 bilhões de dólares e precisa de mais. No entanto, a quem interessa manter vivas empresas que durante décadas se desenvolveram na contra-mão da sustentabilidade econômica, social e ambiental.

O momento de crise mundial é o cenário perfeito para o nascimento de uma nova ordem econômica. Ao invés da linha de produção de Henry Ford, a economia mundial precisa formar e reforçar redes de negócios. O modelo industrial do século XX de obsolescência programada serviu a propósito de expandir a economia mundial. Mas ao mesmo tempo é hoje um dinossauro inadequado aos valores de sustentabilidade ambiental e social.

A fabricação de bens físicos há muito deixou de ser prioridade, com produção cada vez mais terceirizada para países de mão de obra barata. O que há de mais valioso na economia do século XXI são as marcas. Elas só sobreviveram no entanto, se passarem a ser mais do que bonitos logos estampados em produtos descartáveis, ou caro demais para o que oferecem.

Comments
4 Responses to “Crise Econômica ou Nova Economia”
  1. Jose says:

    Veja o pequeno comerciante, por exemplo. Pode até estar sofrendo algum tipo de consequencia da crise, mas de longe está muito melhor que estas super empresas que demitem e têm prejuízos cada vez maiores.

  2. Matias says:

    Bonito post.
    Concordo sobre os pequenos comerciantes, compremos deles, sempre que pudermos.

    Vão votar novas leis de eficiência energética na europa esta semana, segue link de pressãopara que votem leis mais rigorosas:
    http://www.avaaz.org/en/refrigerator_revolution_video/?cl=194030245&v=2962

    Se puderem assinar, apoiar seria jóia.

  3. Caro amigo, dê uma olhadinha na reportagem do Planeta Sustentável dessa semana. Ele fala justamente de uma nova economia, uma ruptura de valores provocada pelo ultrapassar de limites da Terra.
    Segue o link: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_428902.shtml

    Abraços!

  4. lucila juliana says:

    Num mundo em q tudo é heterogênio so a e homegênio.A moeda tem funçã o vital de expressar as reção de troca entre as mais variadas coisas.

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